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Sobre: Denis Shima

Ikigai: Propósito de Vida

Olá! Meu nome é Denis Roberto Shimabukuro. Nasci em dezembro de 1979, em São Paulo. Iniciei meus estudos musicais em 1992, no CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical) quando eu tinha 14 anos. O CLAM foi fundado pelo grupo instrumental Zimbo Trio, onde foi pioneiro no ensino de música brasileira e jazz. Durante 5 anos eu aprendi a tocar: saxofone soprano, alto, tenor, barítono, clarinete, flauta e piano popular. Em 1999 depois de concluir o ensino médio, iniciei a graduação em LICENCIATURA EM MÚSICA na FASM (Faculdade Santa Marcelina). Lá eu conheci os precursores da EDUCAÇÃO MUSICAL ATIVA. Após a conclusão da faculdade em 2002, realizei vários trabalhos como MÚSICO e EDUCADOR MUSICAL. Participei da ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM como saxofonista barítono realizando diversas apresentações em salas de concerto: Sala São Paulo, Teatro São Pedro, Memorial da América Latina, Sesc, Campos de Jordão. Atuei como educador musical em escolas de música com crianças, adultos e idosos. Nessa época eu já tinha uma conexão voltada para a escuta ativa, e muitas vezes através das aulas de instrumento, conseguia proporcionar relaxamento e bem-estar. (Já era a MÚSICA como SAÚDE me chamando...) Nada é por acaso. E no ano de 2009, me casei! Conheci a minha esposa durante a época da faculdade, através de uma amiga. Na época minha esposa estava cursando ENFERMAGEM em Campinas. E no dia 27 de setembro de 2011, fomos abençoados com o nascimento da nossa filha: Samira. Em 2015 abri minha sala onde batizei de ESTÚDIO D SHIMA. Local para aulas de instrumento e criação de materiais de apoio para educação musical com arranjos e gravações em áudio, ebooks e utilização da tecnologia através de softwares de áudio e vídeo. Hoje utilizo essas habilidades com a tecnologia para intervenções musicais baseadas na tecnologia (TECHNOLOGY-BASED MUSIC INTERVENTIONS). 

Mas durante a pandemia, eu me aproximei da minha prima que tem exatamente 10 anos a mais do que eu. Embora ela tenha trabalhado a vida toda na área de tecnologia, sempre estudou e se aprofundou em paralelo na área do desenvolvimento pessoal, através de PRÁTICAS HOLÍSTICAS que atualmente são conhecidas como PRÁTICAS INTEGRATIVAS. Ela fundou a empresa BIOCYMATICS onde junto com as terapias integrativas como REIKI, CROMOTERAPIA, FLORAIS, ela trouxe o EMA-SOUND baseado nas frequências de som para impulsionar o reequilíbrio energético e o realinhamento vibracional. A palavra Cymatics foi criada por Hans Jenny (1904-1972), médico e cientista suíço: Kymatik (‘cymatic’ em inglês) do grego ‘Kuma’, que significa “ondulação” ou “onda”. Através desses encontros pude aprender e entender como tudo está conectado com as frequências e vibrações energéticas do universo e de cada ser humano, e percebi que assim como a TRÍADE HOLÍSTICA diz muito sobre o equilíbrio entre o CORPO, a MENTE e a ALMA, eu descobri que na minha TRÍADE HOLÍSTICA PROFISSIONAL eu já tinha o CORPO de MÚSICO, a MENTE de EDUCADOR MUSICAL, mas faltava a ALMA. E foi a partir desse questionamento interno, que a MUSICOTERAPIA apareceu para se unir a ALMA. Só foi possível iniciar a pós-graduação em Musicoterapia em Agosto de 2022, pois minha filha vinha do ano anterior com as aulas remotas no primeiro semestre e semi-presenciais no semestre posterior de 2021. Porém, um mês antes de começar a pós (julho de 2022), eu e minha família recebemos um baque: minha mãe foi diagnosticada com a DOENÇA DE ALZHEIMER (DA). Foi um choque pois até então ela tinha sua independência e morava sozinha. A partir desse momento decidimos que ela deveria morar comigo, minha esposa e minha filha, pois necessitava de auxílio para realizar as tarefas do dia a dia como tomar medicamentos, cuidar da higiene diária, e principalmente ter o acolhimento necessário para estabilizar o seu cognitivo. Os três primeiros meses (agosto à outubro) foram muito difíceis, pois eu tinha que lidar com o papel de cuidador e ao mesmo tempo absorver os conteúdos das aulas. Foram uma série de idas e vindas em consultas médicas e exames laboratoriais, para ajustar a dosagem dos medicamentos e melhorar a sua cognição.

Com o decorrer dos meses, as aulas e atividades do curso foram me trazendo conhecimento teórico e prático para aplicar na minha mãe. Ao mesmo tempo que era difícil escutar os casos clínicos de pacientes com a mesma doença, eu foquei na parte positiva das práticas clínicas. Não adiantaria eu ficar pensando no futuro, mas sim no que poderia realizar naquele momento. Já no início de 2023, quando as aulas retomaram, a minha mãe já tinha realizado todos os exames clínicos e laboratoriais para o plano de saúde aprovar as sessões de FONOAUDIOLOGIA, TERAPIA OCUPACIONAL e FISIOTERAPIA. Nesse momento eu estava lendo muitos artigos acadêmicos e livros sobre as áreas multidisciplinares relacionadas as atividades da Musicoterapia, e acompanhava algumas sessões com os terapeutas. E durante uma das sessões de Fonoaudiologia, acompanhando os exercícios técnicos para o fortalecimento da musculatura relacionada à deglutição, me veio a idéia de encontrar um professor de canto para minha mãe. Comentei com a fonoaudióloga que os exercícios de aquecimento vocal que eu aprendi nas aulas de canto e coral na época da faculdade de música, poderiam contribuir para a questão dos engasgos. Ela disse que no caso da Doença de Alzheimer, a aula de canto poderia contribuir tanto na questão da musculatura, como efeito terapêutico. Me lembrei do SENSEI TONINHO CANTIERI (professor de canto japonês). Embora ele seja descendente de italiano, a sua pronúncia em japonês é perfeita pois além de crescer com descendentes japoneses, ele morou alguns anos no Japão. Na comunidade japonesa ele é conhecido por dois motivos: ele trouxe para o Brasil o primeiro aparelho de Karaokê, onde ajudou a desenvolver os demais aparelhos que até hoje são encontrados para venda, e em segundo lugar, ele trouxe do Japão algumas técnicas de aquecimento vocal desenvolvidas pelo maestro que trabalhava com cantores profissionais. Consegui agendar um horário todas às terças-feiras, sendo que a primeira hora da aula era só aquecimento vocal e a segunda, a parte prática das canções japonesas, brasileiras e internacionais. Foram praticamente dez meses de aulas, que ajudaram a minha mãe a melhorar a musculatura vocal pela análise da fonoaudióloga, e a parte cognitiva. As letras das canções eram espelhadas na televisão ao mesmo tempo que o som do acompanhamento musical (playback) dava apoio para a minha mãe cantar.

As aulas de canto foram de grande aprendizado, pois pude assimilar as técnicas vocais trazidas do Japão para o aquecimento vocal e adaptá-las para a minha mãe. Algumas vezes eu tinha que dar uma piscada para o Sensei, pois ele esquecia que a minha mãe tinha a doença e cobrava uma perfeição técnica que ela não conseguia realizar. (No próximo capítulo, comento sobre as expectativas e objetivos do ponto de vista do MÚSICO, do EDUCADOR MUSICAL e do MUSICOTERAPEUTA). Já no início do segundo semestre de 2023, eu percebi que a minha mãe precisava socializar em grupo. As aulas de canto, e as sessões de fisioterapia e terapia ocupacional eram individuais. Lembrei novamente da minha prima Mirian, que junto da enfermeira Adriana Macedo criaram o PROJETO DESPERTAR no Hospital São Paulo. O objetivo era atender profissionais da saúde, através das práticas integrativas com a participação de voluntários. Ao perguntar se poderia participar como voluntário para idosos e ao mesmo tempo levar a minha mãe, ela respondeu que o Projeto Despertar também estava realizando o voluntariado no CENTRO DIA para idosos. Assim surgiu o PROJETO VIVÊNCIA MUSICAL 60+, com encontros semanais no centro-dia do AME IDOSO SUDESTE (AME-Ambulatório Médico e Especialidades para Idosos) na região da Vila Mariana. A proposta e os objetivos dos encontros, tiveram ênfase na promoção e prevenção da saúde onde utilizei como MEIO: canções, músicas receptivas e jogos musicais. Foi uma experiência maravilhosa, onde novos PONTOS se conectaram e contribuíram para o meu desenvolvimento. A conclusão da pós-graduação em Musicoterapia aconteceu em dezembro de 2023, e posso afirmar que essa caminhada para me tornar MUSICOTERAPEUTA, não terminou e está em plena atividade.

O ano de 2024 representou o ponto de virada na minha vida pessoal e profissional. Nesse ano, iniciei o curso para Formação em Musicoterapia Benenzon (Níveis I - VIII 2024-2025) através do Centro de Musicoterapia Benenzon Brasil. Após receber o meu registro da APEMESP 3-240557 (Associação dos Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo), iniciei os atendimentos de musicoterapia para crianças e adolescentes com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) em São Caetano do Sul na Clínica Sinapse (Clínica Multidisciplinar) e atendimentos para idosos 60+ em domicílio e no Estúdio D Shima.  

Em 2025, iniciei atendimentos de musicoterapia no meu espaço Estúdio D Shima, em domicilio e no Instituto de Inteligência Mental com a integração de uma equipe  multi na área de neurofeedback. A cada 02 meses realizo supervisão com a querida mestre Lilian Monaro Engelmann Coelho (Musicoterapeuta, APEMESP 1-010010).

Muitos PONTOS se conectaram para chegar até aqui, e tenho certeza que OUTROS MAIS estão a caminho para se conectarem através da minha vibração.

 

A MUSICOTERAPIA REPRESENTA A ALMA QUE FALTAVA NA TRÍADE HOLÍSTICA PROFISSIONAL.

É O PONTO MAIS RECENTE DESSA CAMINHADA, CONECTANDO:

CORPO-MÚSICO + MENTE-EDUCADOR MUSICAL + ALMA-MUSICOTERAPEUTA

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